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O que Rafael Nadal nos ensina sobre placa de crescimento e treinamento infantil

  • 8 de jun.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 9 de jun.

No documentário do maior tenista da atualidade, Rafael Nadal revelou ao mundo que convivia com uma fratura no osso navicular do pé, muitos imaginaram um trauma agudo em um acidente de jogo. Mas a origem da lesão era silenciosa: forças anormais aplicadas repetidamente sobre um osso que ainda não estava completamente maduro.




A Síndrome de Müller-Weiss, diagnóstico do tenista, é rara. Mas o mecanismo que a desencadeou não é. E é sobre ele que precisamos falar.


O osso imaturo e a placa de crescimento

Toda criança e adolescente possui, nas extremidades dos ossos longos e em diversas estruturas do corpo, as chamadas placas de crescimento ou cartilagem de crescimento. São regiões formadas por cartilagem que, ao longo do desenvolvimento, vão se consolidando e transformando em osso.

Enquanto essa transformação não se completa, a região é mais frágil do que tendões, ligamentos e até mesmo do que o osso adulto. Na prática, isso significa que, diante de uma carga excessiva, a placa de crescimento é a primeira estrutura a sofrer.

A placa de crescimento não dói enquanto está sendo sobrecarregada, ela suporta silenciosamente. Até que a lesão já esteja instalada.

Esportes como tênis, futebol, ginástica, dança e até mesmo o Pilates , quando mal conduzido ou sem adaptação para a fase de desenvolvimento, podem impor cargas repetitivas que ultrapassam a capacidade.

O caso de Nadal ilustra perfeitamente esse cenário: anos de treinos intensos, impacto constante e movimentos repetitivos sobre um osso que ainda estava em formação. O resultado foi uma fratura que o acompanhou por grande parte da carreira.


Isso não significa que a criança não pode treinar. Significa que o treino precisa respeitar a fase óssea dela.


Na SOU Pilates, partimos de um princípio inegociável: criança não é mini adulto.


O corpo em formação exige um olhar diferente. Antes de aumentar a carga, construímos estrutura. Antes de exigir performance, garantimos consciência corporal, alinhamento e segurança.


O Pilates bem conduzido é um aliado poderoso nessa fase, justamente porque trabalha:

  • Fortalecimento do centro para proteger a coluna e as articulações.

  • Consciência corporal e controle motor.

  • Mobilidade articular respeitando a amplitude de cada fase do desenvolvimento.

  • Equilíbrio muscular para compensar as exigências assimétricas dos esportes.


Mas tudo isso só é seguro quando o profissional entende que existe uma placa de crescimento ali, e que ela tem um limite.

Quando a dor aparece, a fratura ou a lesão já pode estar instalada. Por isso, não se deve esperar a queixa da criança para agir. A avaliação postural, o acompanhamento do desenvolvimento e a adaptação do treino à fase óssea são medidas de prevenção, e não de correção.

Se seu filho pratica esporte, dança ou qualquer atividade de impacto, observar é pouco. É preciso avaliar.


Na SOU Pilates, oferecemos avaliação postural e acompanhamento personalizado para crianças e adolescentes, respeitando cada fase do desenvolvimento com segurança e consciência.


Não espere a dor aparecer. Até lá, o corpo já sofreu.


Agende uma avaliação para seu filho.


 
 
 

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