top of page
Buscar

Vamos falar sobre escoliose

há 4 dias
2 min de leitura

Nem toda criança que senta curvada tem um problema na coluna — mas existe uma alteração que os pais precisam conhecer: a escoliose.


A escoliose é uma deformidade tridimensional da coluna vertebral que pode surgir durante o crescimento. Em crianças e adolescentes, a identificação precoce é importante porque algumas curvas podem progredir, especialmente durante o estirão de crescimento.


E os números explicam por que esse olhar atento faz tanta diferença.


A escoliose idiopática, a forma mais comum da condição, atinge principalmente crianças e adolescentes entre 10 e 16 anos, justamente na fase de crescimento acelerado. Estima-se que 3% da população infanto-juvenil brasileira possa apresentar a condição. Outros levantamentos apontam prevalência de 2% a 4% entre adolescentes de 12 a 16 anos, chegando até 4,8% na faixa de 10 a 14 anos.


Não é um número pequeno. Em uma sala de aula com 30 alunos, é estatisticamente esperado que pelo menos um apresente algum grau de escoliose.


O problema é que a progressão não é rara. Uma meta-análise que reuniu estudos sobre a história natural da escoliose idiopática durante o crescimento encontrou taxa de progressão agrupada de cerca de 44% em pacientes juvenis e adolescentes não tratados. Durante a puberdade, a curva pode avançar de 1 a 2 graus por mês, e curvas que já começam o estirão acima de 30 graus têm risco praticamente integral de progressão.


Quando não diagnosticada ou tratada precocemente, a escoliose pode evoluir para curvaturas severas, dor crônica, limitação funcional e até necessidade de cirurgia.


A boa notícia é que quando identificada cedo, muitas alterações podem ser acompanhadas e tratadas com intervenções conservadoras, evitando que a curva se torne um problema maior na vida adulta.


Quais sinais observar em casa


A escoliose costuma ser silenciosa. Na maioria dos casos, não há dor, mesmo quando a curva já está avançando. Por isso, a observação visual é uma ferramenta poderosa nas mãos dos pais.


Fique atento a:


- Um ombro mais alto que o outro

- Assimetria na cintura ou nas escápulas

- Desnível entre os quadris ou inclinação do tronco para um lado ao caminhar.

- Queixas de dor nas costas, mesmo leves - Dor recorrente não é normal na infância e merece investigação.


Esses sinais não confirmam escoliose. Mas justificam uma avaliação especializada.


Por que não esperar?


Existe uma janela de oportunidade no crescimento. Depois que a maturidade esquelética se completa, as opções conservadoras perdem eficácia e as curvas que ultrapassam determinados limiares tendem a continuar progredindo ao longo da vida adulta.


Agir cedo não é alarmismo, é prevenção. Uma avaliação ortopédica especializada em coluna infantil permite:


- Confirmar (ou descartar) o diagnóstico com exame clínico adequado.

- Medir o grau da curva, quando presente.

- Definir se é caso de acompanhamento, fisioterapia específica, uso de colete ou outra conduta.

- Estabelecer um plano de seguimento durante o crescimento.


Se você notou algum dos sinais acima ou se simplesmente quer tirar a dúvida agende uma avaliação. O diagnóstico precoce é o fator que mais muda o desfecho da escoliose na infância e na adolescência.


Se você tem dúvidas, agende uma avaliação que nós esclarecemos.


Cuidar da coluna hoje é garantir que seu filho cresça com saúde, mobilidade e sem dor amanhã.

 
 
 

Comentários


© 2023 por FALA MENTORIA CRIATIVA

​

bottom of page